Soneto I

E tu que, na calada da noite, ainda choras
Assistes o mórbido sofrimento passar desimpedido
Visse teus filhos irem para sempre embora
Mas do silêncio mortal tu também és filho

Tu que gemes ao tentar desatar-se
Aroma funesto te invade o olfato
Correntes de fogo firmam teu mártir
Dor lancinante te atinge o tato

Lá fora apodrecem as mais belas flores
O que queres sentir, sutil desgraçado?
E naquela escura noite de horrores
Teu orgulho jaz agora despedaçado

Esqueças da vida; sensação perspicaz!
Teus sonhos estão mortos, tua esperança se foi
Mas se algo bom tua fé ainda lhe traz
Sou tua salvação, o Senhor dos Senhores.

- por Guilherme Espinosa, 24/05/2010

2 opiniões:

Ninha Luiza disse...

[aaaaaaaaa] FODA *-*
Nunca fiz um soneto [/inveja\]
Me ensina? *-*

J. CAVALCANTE disse...

que isso ein *-*

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